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Oscar Maroni, ‘rei da noite’ paulistana e dono do Bahamas, morre aos 74 anos


Imagem:Facebook


Oscar Maroni, psicólogo de formação e empresário do entretenimento adulto, tornou-se um dos nomes mais conhecidos da noite paulistana à frente do Bahamas Hotel Club, em Moema, zona sul de São Paulo. Nascido em Jundiaí, em 1951, construiu sua trajetória como figura polêmica, dividida entre o sucesso comercial de suas casas noturnas, disputas com o poder público e processos na Justiça que ajudaram a projetá-lo nacionalmente. Ele morreu em São Paulo aos 74 anos, em 31 de dezembro de 2025, após anos de problemas de saúde, incluindo diagnóstico de Alzheimer, segundo relatos de familiares e notas divulgadas pelo próprio Bahamas.

Origem e formação

Nascido em 27 de janeiro de 1951, em Jundiaí, interior de São Paulo, Oscar Maroni Filho cresceu em família de origem italiana e se mudou ainda jovem para a capital. Formou-se em psicologia e chegou a manter consultório por alguns anos antes de migrar de vez para o universo das casas noturnas e do entretenimento. Essa mudança marcou o início de uma trajetória empresarial centrada na noite paulistana, na qual sua imagem pública passou a se confundir com a de seus negócios.

Bahamas e carreira na noite

Maroni alcançou projeção nacional como proprietário do Bahamas Hotel Club, casa de entretenimento adulto inaugurada em meados da década de 1990 em Moema e apresentada ao público como um “hotel club” com bar, restaurante, shows e suítes. O local se consolidou como um dos endereços mais famosos da boemia de São Paulo, associado à prostituição de luxo e a um modelo de negócios que combinava consumo de bebidas, performances e encontros com garotas de programa. Ao longo dos anos, o empresário também investiu em outros segmentos, como pecuária, hotelaria, eventos de lutas e licenciamento de revistas eróticas, ampliando sua atuação para além da capital paulista.

Prisões, processos e conflitos com o poder público

A relação de Maroni com o poder público foi marcada por embates sucessivos, em especial com a Prefeitura de São Paulo, que interditou e multou o Bahamas e outros empreendimentos ao apontar irregularidades em alvarás, segurança e funcionamento. Ele respondeu a processos por exploração e favorecimento da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas, chegando a ser condenado em primeira instância a mais de onze anos de prisão, embora não tenha sido preso naquele momento. Anos depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu Maroni de crimes ligados à prostituição, o que permitiu a reabertura do Bahamas com registro de hotel e serviços pessoais e estéticos, num capítulo emblemático das disputas jurídicas em torno da casa.

Personagem midiático e participação em reality

Paralelamente aos negócios, Oscar Maroni construiu a imagem de personagem midiático, presença frequente em programas de TV, rádios e podcasts, onde defendia a legalização da prostituição e criticava o que chamava de hipocrisia moral da sociedade. Em 2014, ele participou da sétima edição do reality show A Fazenda, da TV Record, reforçando sua projeção nacional ao se apresentar como empresário da noite e defensor da liberdade sexual, embora tenha sido um dos primeiros eliminados. Sua postura provocadora, frases de efeito e disposição para o confronto ajudaram a fixar a figura de Maroni como ícone controverso da noite paulistana.

Últimos anos, morte e legado

Nos últimos anos, relatos de familiares e reportagens apontam que Maroni enfrentava problemas de saúde, incluindo diagnóstico de Alzheimer, vivendo em casa de repouso na capital paulista enquanto seguia envolvido em disputas e repercussões ligadas ao Bahamas. A morte, aos 74 anos, foi comunicada em nota oficial publicada pelo Bahamas e repercutida por grandes veículos de imprensa, sem divulgação da causa, e o velório foi restrito a familiares e amigos. Entre admiradores e críticos, ele deixa um legado que expõe tensões entre moral, legislação e mercado sexual no Brasil, ao mesmo tempo em que consolida sua imagem como um dos rostos mais conhecidos da noite em São Paulo

Sobre Antonio furtado

Antonio Furtado é jornalista, graduando em direito pela FMU e o criador do portal de notícias Internet Produtiva. Com ampla experiência e dedicação, ele se destaca por abordar os assuntos mais relevantes do momento, trazendo informações confiáveis e análises claras para seus leitores. Apaixonado por compartilhar conhecimento, Antonio transforma o complexo em acessível, conectando seu público ao que realmente importa.

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